Será que os romances são mesmo apenas gêneros literários? Versos intensos, porém soltos, em canções, das chicletes às poéticas? Divagações de amores platônicos, amores desfeitos, amores não feitos. Erros. Choros. Rezas. Às vezes parece que romances são mesmo apenas livros enfileirados em estantes empoeiradas de bienais. Vez por outra fazem alarde, atraem multidões, mas nem só por serem romances falam de amor. E não só por serem de ‘água com açúcar’ preenchem nossos corações. Afinal, melhor estar junto que amar? Quando reconhecer o amar, o nosso amor? Romance é construção ou é sensação? São tantas perguntas, tantas possibilidades. Romance é cinema em casa ou admiração instântanea, de foto do orkut e bate-papo no msn? E em meio a tantas possibilidades e oportunidades, como escolher sem fazer uni duni tê e finalmente acalmar o coração? Não é escolha. Não pode ser. Não dessas que são feitas pela capa. A escolha deve ser sensorial, inexplicável, automática. “Tomara, meu deus, tomara!” E que os romances sejam algo além do beijo, do desejo, do encaixe. Para se fazer um bom romance, pegue esses três ingredientes, junte admiração, respeito, carinho. Ah, o carinho. O carinho puro, do beijo na testa, do abraço que acolhe. Do carinho de querer estar perto, proteger, rir e escutar. “Tomara, meu deus, tomara….”